Mudar de posição
Por Débora Roberta Evangelista

O que parece incomodar nem sempre é aquilo que parece ser.
Perceba que um incessante diálogo mental interno pode estar presente em sua
rotina sem que você tenha uma percepção consciente disto. Observe que a
sensação de incômodo sempre é sinalizada por sentimentos contraditórios que lhe
roubam parcialmente da presença integral na atividade a qual está
desempenhando. Este tipo de incômodo é o maior responsável pelas flutuações de
humor. Quando a atividade mental está muito intensa, o seu próprio corpo começa
a dar pistas de que algo não está bem. Normalmente coloca-se a culpa no
estresse ou em alguma situação ocorrida. Terceirizar o mal estar para dar um
significado ao próprio estado não ajuda muito no alívio dos sintomas. O que
pode acontecer é que a mente pode estar buscando resolver questões em aberto,
aquelas mal resolvidas que se repetem como um antigo “disco riscado”. Seja lá o
tema que sua mente resolveu tagarelar, esteja consciente de que isto está
acontecendo com você. A aceitação e reconhecimento destes conteúdos são o
primeiro passo para harmonizar a sua mente. Quando você reconhecer e liberar
estas inúmeras vozes que lhe falam e comandam ordens e sugestões, abra um
espaço para que o silêncio e o bem estar lhe façam uma visita. Mudar de
posição, seja ela emocional, física ou mental, adotar novas atitudes e resolver
o que pode ser resolvido podem ser boas dicas para um dia com mais clareza e
menos atividade psíquica perturbadora. Um lindo dia!